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Esclerose múltipla: dados revelam perfil dos pacientes e reforçam a importância de um acompanhamento clínico integrado

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Análise da iHealth, baseada em mais de 2,8 mil pacientes atendidos em hospitais brasileiros, mostra predominância entre mulheres, alta frequência de comorbidades e desafios no manejo da doença

A esclerose múltipla é uma doença neurológica crônica que exige acompanhamento contínuo e uma abordagem multidisciplinar ao longo da vida. Um levantamento da iHealth, realizado a partir de dados clínicos de 2.812 pacientes acompanhados em 52 instituições de saúde distribuídas por 14 estados brasileiros, traça um panorama sobre o perfil desses pacientes, as principais comorbidades, sintomas e procedimentos mais frequentes na prática clínica.

Os dados mostram que 70% dos pacientes identificados são mulheres e que a maior concentração está na faixa etária entre 40 e 59 anos. Entre as condições clínicas mais frequentemente registradas estão hipertensão arterial sistêmica, ansiedade, tabagismo, diabetes mellitus e depressão, fatores que reforçam a necessidade de um cuidado integral durante toda a jornada do paciente.

Segundo Karlyse Claudino Belli, diretora de Dados da iHealth, o levantamento evidencia que a esclerose múltipla vai muito além do diagnóstico neurológico e demanda uma visão ampla sobre toda a jornada assistencial.

“Os dados mostram que a esclerose múltipla vai muito além do diagnóstico neurológico. A presença frequente de comorbidades e a diversidade de sintomas evidenciam a necessidade de uma abordagem clínica integrada e individualizada ao longo de todo o acompanhamento”, afirma.

O estudo também identificou que dor (61%), cefaleia (28%), lesões (27%), edema (25%) e náuseas (24%) estão entre os sintomas mais registrados durante os atendimentos, demonstrando a complexidade clínica enfrentada por esses pacientes e a necessidade de monitoramento constante.

Para a executiva, a análise de dados permite transformar informações da prática clínica em conhecimento capaz de apoiar decisões mais assertivas na assistência à saúde.

“Quando analisamos dados reais da prática assistencial, conseguimos identificar padrões que muitas vezes não aparecem em estudos isolados. Essas informações ajudam profissionais e gestores a compreender melhor as necessidades dessa população”, destaca.

Outro aspecto observado foi a diversidade de exames, medicamentos e procedimentos empregados durante o acompanhamento dos pacientes. Exames laboratoriais, eletrocardiograma, pulsoterapia e ressonância magnética figuram entre os recursos mais frequentes, refletindo a necessidade de avaliações contínuas e de condutas adaptadas à evolução clínica de cada caso.

Na avaliação da diretora de Dados da iHealth, a inteligência de dados também representa uma ferramenta importante para o planejamento da assistência e para a gestão dos recursos em saúde.

“A análise estruturada dos registros clínicos permite antecipar demandas, identificar tendências e contribuir para um planejamento mais eficiente dos recursos assistenciais, sempre com foco na qualidade do cuidado”, explica.

Para Karlyse, compreender a jornada dos pacientes é fundamental para aprimorar protocolos clínicos e fortalecer decisões baseadas em evidências.

“Os resultados ajudam a compreender a complexidade clínica envolvida no acompanhamento desses pacientes. Quanto mais conhecemos esse cenário, maiores são as possibilidades de desenvolver estratégias que promovam um cuidado mais qualificado e baseado em evidências”, conclui.

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