Falar sobre saúde sexual ainda é um tabu para muitos casais, mas cuidar da intimidade também faz parte da qualidade de vida, do bem-estar emocional e da saúde física.
Segundo a Dra. Denise Joffily, mastologista e ginecologista, pequenas mudanças na rotina, no autocuidado e na comunicação podem fazer diferença tanto na vida íntima quanto na autoestima.
A especialista destaca que muitas mulheres acabam priorizando trabalho, filhos, rotina e responsabilidades, deixando a própria saúde em segundo plano, inclusive a sexual.

“A saúde íntima vai muito além da relação sexual. Ela envolve autoestima, hormônios, prevenção, bem-estar emocional e qualidade de vida. Quando algo não vai bem no corpo ou nas emoções, isso também pode refletir na vida do casal”, explica Dra. Denise.
Entre os principais alertas, a médica chama atenção para sintomas que muitas vezes são ignorados pelas mulheres, como dor durante a relação, ressecamento íntimo, queda da libido, alterações hormonais, infecções recorrentes e desconfortos ginecológicos.
Além disso, consultas preventivas continuam sendo fundamentais mesmo para mulheres que não apresentam sintomas.
“Muitas doenças ginecológicas podem ser silenciosas. Por isso, exames de rotina, acompanhamento médico e conversar abertamente sobre saúde sexual são atitudes importantes em todas as fases da vida”, reforça a médica.
A especialista também orienta os casais a cuidarem não apenas da saúde física, mas da conexão emocional, do diálogo e do respeito dentro da relação.
Dicas para cuidar da saúde sexual e íntima
·Manter consultas ginecológicas em dia;
·Realizar exames preventivos regularmente;
·Não ignorar dores ou desconfortos íntimos;
·Cuidar da saúde hormonal;
·Ter uma alimentação equilibrada;
·Dormir bem e controlar o estresse;
·Conversar abertamente com o parceiro(a);
·Evitar automedicação;
·Praticar autocuidado e atividade física;
·Entender que libido e saúde emocional estão conectadas.
“Cuidar da saúde íntima é um ato de amor-próprio, prevenção e qualidade de vida. Informação, acolhimento e acompanhamento médico fazem toda a diferença para viver com mais equilíbrio, segurança e bem-estar”, enfatiza a médica.
