A busca por resultados mais naturais e duradouros tem colocado o colágeno no centro da harmonização orofacial moderna. De acordo com o cirurgião-dentista Prado Fernandes, especialista em harmonização orofacial e atuante em clínica na Barra da Tijuca, os bioestimuladores de colágeno representam um avanço importante na estética facial por estimularem a pele a produzir suas próprias estruturas de sustentação.
Segundo o Dr. Prado, o bioestimulador atua diretamente na derme, camada mais profunda da pele, ativando os fibroblastos responsáveis pela produção de colágeno e elastina. Ele explica que esse processo promove melhora progressiva da firmeza, da elasticidade e da qualidade da pele, resultando em um rejuvenescimento natural, sem mudanças artificiais ou exageradas.
A redução da produção de colágeno começa a ocorrer, em média, a partir dos 25 anos. Por isso, o especialista destaca que o tratamento pode ser utilizado tanto de forma preventiva quanto corretiva. Para pacientes mais jovens, a proposta é retardar os sinais do envelhecimento. Já em pacientes com flacidez mais evidente, o objetivo é recuperar estrutura, sustentação e viço da pele, sempre respeitando as características individuais.
Outra dúvida frequente entre os pacientes está na diferença entre toxina botulínica e bioestimuladores de colágeno. O Dr. Prado esclarece que a toxina botulínica age relaxando a musculatura facial, sendo indicada principalmente para rugas de expressão, enquanto os bioestimuladores atuam na qualidade da pele e no tratamento da flacidez. Quando utilizados de forma combinada, os procedimentos se complementam e proporcionam resultados mais harmônicos e duradouros.
Os lábios também sofrem os efeitos da perda de colágeno ao longo do tempo, o que pode causar diminuição de volume, perda de contorno e surgimento de linhas ao redor da boca. De acordo com o especialista, as técnicas mais modernas utilizam preenchedores de ácido hialurônico específicos para a região labial, permitindo hidratação, definição e volume de forma sutil e natural. Em alguns casos, o estímulo de colágeno na região perioral contribui para melhorar a textura da pele e suavizar rugas finas.
Embora o colágeno estimulado seja produzido pelo próprio organismo, o processo de envelhecimento continua acontecendo. Por isso, os efeitos do tratamento costumam durar entre 18 e 24 meses. O Dr. Prado reforça que sessões de manutenção periódicas, associadas a cuidados diários com a pele, uso de protetor solar e hábitos saudáveis, são fundamentais para prolongar os resultados.
Para o especialista, a harmonização orofacial atual prioriza a regeneração tecidual e a personalização dos protocolos. O foco deixou de ser apenas preencher ou modificar volumes e passou a ser a restauração da estrutura facial e da qualidade da pele. O colágeno, nesse contexto, se torna um dos principais aliados para alcançar resultados sutis, equilibrados e elegantes, valorizando a beleza natural de cada paciente.


