Com o autismo cada vez mais diagnosticado no Brasil, cresce a procura por atendimento baseado em Análise do Comportamento Aplicada (ABA), uma abordagem baseada em evidências científicas, e a certificação internacional passou a servir de referência de qualidade para quem contrata. Um em cada três profissionais certificados pelo QABA no país nos últimos três anos estudou na ABAEDU, que celebrou o resultado em encontro em São Paulo
O Brasil tem 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo, cerca de 1,2% da população, segundo o Censo do IBGE de 2022, divulgado em 2025. A tendência de alta nos diagnósticos aparece também em referências internacionais amplamente citadas na área: nos Estados Unidos, o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) estima que uma em cada 31 crianças de 8 anos tenha diagnóstico de autismo, cerca de 3,2%. No levantamento anterior, havia sido registrada uma em cada 36. Com mais famílias em busca de atendimento baseado em Análise do Comportamento Aplicada, cresceu também a procura por profissionais qualificados para oferecer esse tipo de serviço. A prática ainda não é regulamentada no Brasil, o que significa que não existe um título oficial e padronizado que ateste, por si só, o preparo de quem atua. Num campo em que a qualidade depende de formação sólida, supervisão e prática, a certificação emitida por órgãos internacionais passou a cumprir esse papel: por exigir um processo rigoroso de quem a obtém, funciona como um parâmetro reconhecível de preparo.
A escolha por certificações internacionais tem uma razão prática: por seguirem critérios reconhecidos além das fronteiras do país, oferecem um padrão de avaliação consolidado e comparável ao de outros lugares onde a análise do comportamento já é uma prática estabelecida.
Parte desse movimento de organização da área tem partido dos próprios profissionais. A ANPAC (Associação Nacional de Profissionais Analistas do Comportamento), criada em 2023, reúne analistas do comportamento em torno de uma agenda de qualificação profissional e conduta ética, e adota certificações reconhecidas, entre elas as internacionais, como critério para classificar seus associados. É um sinal de que, mesmo sem regulamentação formal, a área busca construir referências próprias de qualidade.
No mesmo sentido, surgiram iniciativas de certificação nacional. A CABA-BR (Certificação ABA Brasileira), proposta pela ABPMC (Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental) e operada pelo Grupo IBES, avalia profissionais que atuam com intervenções baseadas em ABA no país.
“A certificação profissional em análise do comportamento é hoje o instrumento mais importante para que o profissional demonstre que tem as competências mínimas para oferecer serviços de qualidade à população brasileira”, afirma Mylena Lima, QBA e doutora em Saúde e Desenvolvimento pela UFES (Universidade Federal do Espírito Santo), ex-vice-presidente da ANPAC. “Precisamos avançar nessa formação profissional de qualidade até que as principais instituições brasileiras reconheçam a importância desse trabalho e de políticas públicas voltadas a garantir o acesso de toda a população a serviços de qualidade”.
Um processo de certificação rigoroso
O QABA (Qualified Applied Behavior Analysis Credentialing Board) é um órgão certificador norte-americano que avalia analistas do comportamento segundo critérios internacionais. Conquistar uma de suas credenciais, como a QASP-S ou a QBA, não depende apenas de concluir um curso. O processo exige formação específica, horas de prática supervisionada, aprovação em exame e compromisso com um código de ética, além de educação continuada para manter o título ativo.
É esse conjunto de exigências que dá à credencial seu valor como referência. Ao contratar um profissional certificado pelo QABA, uma família ou uma clínica sabe que aquele analista do comportamento foi avaliado pelos mesmos critérios aplicados fora do país.
O papel da ABAEDU
A ABAEDU é o instituto da Faculdade Península dedicado às ciências do comportamento e ao desenvolvimento humano. Nasceu de um problema concreto: a análise do comportamento crescia no Brasil, mas a oferta de formação qualificada não acompanhava esse ritmo, e o acesso a uma preparação sólida e alinhada a padrões internacionais ainda era restrito a poucos. A ABAEDU se propôs a mudar isso, ampliando o acesso a uma formação de excelência sem abrir mão do rigor científico e clínico que a área exige.
Como instituto da Faculdade Península, instituição de pós-graduação e formação continuada credenciada pelo MEC, a ABAEDU tem por trás a estrutura acadêmica e a governança que sustentam seus programas. Sua atuação acompanha o profissional do aprendizado à prática: oferece cursos de pós-graduação lato sensu em Análise do Comportamento Aplicada, Neuropsicologia, Fonoaudiologia e Psicopedagogia, preparatórios para as certificações do QABA e do IBAO, e supervisão para quem cumpre as horas de prática exigidas pelos órgãos certificadores. A formação parte da base científica e da responsabilidade ética em cada etapa. Parte dos programas conta com a cooperação acadêmica da PUC Goiás, uma das principais universidades do país, o que reforça o respaldo acadêmico dos programas e mantém a ABAEDU alinhada às exigências da educação superior de qualidade no Brasil.
Fundada em 2022, a ABAEDU chegou num momento em que a certificação internacional ainda era pouco difundida no país: entre 2020 e 2023, 73 profissionais haviam obtido a credencial do QABA em todo o Brasil. No período seguinte, de 2024 a 2026, esse número mais que dobrou, com 155 novos certificados. A ABAEDU cruzou a lista pública de profissionais certificados pelo QABA com os próprios registros de alunos: do total de 155 certificados no país nos últimos três anos, 53 estudaram na instituição. Ou seja, hoje, um a cada três profissionais certificados pelo QABA no país é egresso da ABAEDU, o que evidencia o papel da instituição na formação em análise do comportamento no Brasil.
Esses profissionais estão distribuídos em 18 dos 27 estados do país, o que mostra o alcance nacional da formação.
“A procura por atendimento baseado em análise do comportamento cresceu, e com ela veio a pergunta de quem contrata: como saber se aquele profissional está preparado. Uma certificação com o nível de exigência do QABA responde a isso. Ela pede prática supervisionada, atualização constante e compromisso com um código de ética, e é isso que dá segurança para famílias e clínicas”, afirma Daniela Landim, analista do comportamento certificada BCBA, QBA e IBA, com mestrado pela Columbia University.
Encontro em São Paulo celebra os certificados
Em 15 de agosto, a ABAEDU promoveu um jantar em São Paulo para celebrar os profissionais que conquistaram a certificação do QABA e estudaram com a ABAEDU. Foi uma celebração do marco e de um grupo ainda seleto no Brasil. A noite foi deles, pensada para reconhecer e valorizar essa jornada.
A credencial não vem fácil. Exige um percurso longo de estudo e de prática supervisionada. Muitos vieram de outros estados, alguns de longe, só para estar ali. No jantar, puderam conversar com professores e convidados com anos de estrada na área, entre eles Maicon Almeida, QBA, diretor e fundador da Blumini. A noite teve ainda a honra de receber Nestor Mercadal, representante do QABA, dos Estados Unidos.
No encontro, cada profissional recebeu uma placa em comemoração à conquista, para deixar no consultório ou na mesa de trabalho, uma lembrança diária do percurso de estudo, prática supervisionada e dedicação que os trouxe até ali.
O jantar celebrou a trajetória desses analistas do comportamento e aproximou quem já atua com a credencial de quem ainda pretende conquistá-la.
Para conhecer as formações da ABAEDU e a preparação para as certificações internacionais, acesse www.abaedu.com.br ou fale com a equipe pelo 11 936206927.